bio

Principais Distinções
Melhor Álbum de Cantautor, Melhor Canção em Catalão (Silvia & Salvador), Globo de Ouro (Portugal) – Melhor Intérprete (2024), VII Prémio Fair Saturday (Espanha, 2024), Prémio Manuel Margeliza (Espanha, 2024), Ordem do Mérito da República Portuguesa (2018), Personalidade Internacional do Ano (Associação da Imprensa Estrangeira, 2017).
Países onde Atuou
Alemanha, Andorra, Bélgica, Brasil, Bulgária, Estónia, Finlândia, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Senegal, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia.
Salvador Sobral viveu nos Estados Unidos, em Maiorca e em Barcelona, onde estudou Jazz na prestigiada escola Taller de Músics. A sua carreira, marcada pela curiosidade e pela procura de uma identidade musical única, levou-o da cena jazzística ao reconhecimento mundial em 2017. Nesse ano, venceu o Festival Eurovisão da Canção com “Amar pelos Dois”, tema escrito pela sua irmã Luísa Sobral, alcançando a pontuação mais elevada da história do concurso. Em 2018, foi agraciado com a Ordem do Mérito da República Portuguesa.
Após o sucesso dos seus álbuns a solo Excuse Me (2016), Paris, Lisboa (2019) e bpm (2021), nomeado para um Grammy Latino, Salvador consolidou a sua presença no Brasil em 2023 com a digressão do seu quarto álbum de estúdio, TIMBRE. Em 2024, fez história ao tornar-se o primeiro artista português a atuar na cerimónia dos Prémios Goya, em Espanha. O ano de 2025 ficou marcado pelo lançamento do álbum colaborativo SÍLVIA & SALVADOR, com a cantora catalã Sílvia Pérez Cruz, seguido de uma digressão internacional que esgotou salas por toda a Europa, América Latina e Japão.
Enquanto um dos nomes mais proeminentes da nova geração da música portuguesa, Salvador Sobral prepara atualmente o lançamento do seu quinto álbum de estúdio, previsto para o segundo semestre de 2026. Intitulado A Flor do Recomeço, o projeto aprofunda a sua ligação de longa data à música brasileira. “Estou absolutamente convencido de que a música nasceu no Brasil”, afirma o cantor, que cresceu a ouvir Maria Bethânia no carro da mãe e Chico César no carro do pai — melodias que marcaram a sua infância e moldaram, em grande medida, a sua identidade enquanto intérprete.
O novo disco — cujo título parte de um poema da escritora potiguar Eveline Sin, musicado por Chico César — nasce da necessidade de visitar a “origem de todas as coisas”, procurando sonoridades intemporais sem nunca cair na caricatura. O conceito assenta num disco de canções inéditas de compositores brasileiros, interpretadas por músicos brasileiros e cantadas por um artista português. O repertório inclui temas inéditos escritos por nomes incontornáveis como Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Céu, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Marcos Valle e Tim Bernardes. O projeto tem produção de Marcus Preto (diretor artístico de nomes históricos como Gal Costa e Erasmo Carlos) e Tó Brandileone (membro do coletivo 5 a Seco e vencedor de um Grammy Latino).
O álbum conta ainda com a participação de dois convidados de destaque em duetos especiais: Ney Matogrosso, uma lenda viva e uma das figuras mais transgressoras, performativas e viscerais da história da música popular brasileira. Dono de uma inconfundível voz de contratenor, Ney é uma referência de liberdade artística. Junta-se também Dora Morelenbaum, uma das vozes mais marcantes da nova geração da MPB (Música Popular Brasileira) e membro do aclamado quarteto Bala Desejo, com o qual venceu, em 2022, o Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.